Sábado, 13 de Março de 2010

Domingo, 22 de Março de 2009

Cansaço de Alma

Hoje mudei a minha tipologia de escrita.

Mais um fim-de-semana. Mais um Domingo daqueles que odeio. Sempre odiei os Domingos, deve ser porque me dá aquela tristeza por mais um fim-de-semana ter acabado, e no outro dia começar tudo outra vez: levantar cedo, tomar banho, escolher o que vestir, tomar o pequeno-almoço, lavar os dentes e sair de casa em direcção à paragem. Hoje não fiz absolutamente nada. Acordei, tomei o pequeno-almoço, vi televisão, passeei de página em página na internet, mais tarde almocei, e isto tudo sem nunca estar mais de 15 minutos fora da cama, porque tive que ir buscar comida. Há falta de filmes que me suscitassem interesse, à tarde acabei por adormecer, só acordei quando os meus pais chegaram, eram 19 horas.
Não foi o cansaço das noitadas que me fez proporcionar-me um dia destes, não foi qualquer problema que me esteja a afectar que me fez passar a tarde a dormir, ou talvez seja um problema e eu não o veja como tal. Simplesmente tenho a alma cansada…
Tenho saudades de tanta coisa e de tantas pessoas que poderia escrever-lhes um livro em sua honra. Explicando o que nelas me fascina e o que não compreendo, mas deixei de querer passar para o papel, e assim registar para sempre, o que me vai na alma, até porque o que me vai na alma é o vazio. As saudades e a nostalgia, do que passou e não voltará, sentem-se. Na pele, no olfacto, no olhar e naquele órgão que daria tudo para que fosse uma pedra.
Amanhã é segunda-feira. Aulas, colegas de faculdade e tudo o que é inerente a uma aluna universitária. O resto apagou-se por tempo incerto.

Quinta-feira, 12 de Março de 2009

Essência Vs. Leviandade


O sol foi tapado pelas nuvens. A temperatura aumentou e os dias estão mais belos,apenas factualmente. Na sua essência oiço cada trovão e a queda consequente de todas as gotas de chuva provocadas pela tempestade.

Estou bem, descontraída e despreocupada, aos olhos alheios. Sou vazia, infantil, fútil e mais uns quantos adjectivos ocos de essência e de importância numa qualquer pessoa, dizem-me. Não me defendo, não me justifico ou tento desculpar-me. Não posso culpar o mundo pela falta de tempo e de compreensão.

Depois de estar nua, a necessidade de me vestir é evidente e emergente. Depois de expor o que sinto, a necessidade de me esconder com a leviandade que há em mim, tomou conta de mim, e mostrou ao mundo apenas o que pareço, apenas o que parcialmente sou. Escondi a essência, o que sinto e o que vou sentindo dia após dia. Guardei para mim todas as frustrações, todos os medos e todos os problemas, que são desmedidamente meus para serem compreendidos por outras essências, e por isso expus o outro lado.

Após o julgamento, guardei o que restava. A leviandade jaz agora juntamente com a essência.


Segunda-feira, 2 de Março de 2009

Bitch

Acabou!

Todas aquelas pessoas que continuavam entranhadas na minha vida, de uma forma ou de outra, saíram de vez da minha vida.O “fantasma” que ora vai e vem, foi de vez, sem caminho de regresso ou possibilidade de voltar. O “romântico” apaixonou-se por outra e levantou o ‘estaminé’ para outras bandas, hoje a mulher dos sonhos já não sou eu e é certamente o seu novo amor que lhe ocupa a cabeça com fantasias. O “primeiro”, continua a ser o primeiro a lá estar, mas já não preenche o que agora está vazio... O “piloto” é um indeciso, e eu estou cansada!Posto isto, e visto que esta minha escrita não é vulgar, hibernei! Não, não vou deixar de escrever por uns tempos, ou fazer um retiro espiritual, não. Cansei-me, simplesmente. Fartei-me de querer tomar as rédeas da minha vida e lutar. Continuo aqui, a mesma, apesar das diferenças, mas mais passiva, porque estou farta de ser o elemento activo da relação e isso só me cansa.

No entanto há a reter uma série de questões que me deixam a pensar:


- Porque é que os rapazes ao principio são uns queridos, são capazes de ir à China buscar arroz xau-xau, mesmo havendo cá, e depois...puff... desaparecem??!!


- Porque é que nos dizem que somos as mulheres das vidas deles, quando eles sabem, tão bem como nós, que é apenas uma 'tesão' momentânea de outras origens??!!


- Porque é que quando somos as namoradas perdemos a graça, ou pelo menos assim o demonstram, e depois somos 'aquela' que nunca esquecem??!!


- Porque é que insistem em combinar coisas e depois, à ultima da hora, simplesmente 'não podem ir'??!!

Posto isto, nada mais tenho a dizer, para além de um grande “Fuck you!” para os homens que um dia foram meus.

ahh...e mais...acabei de decretar ferias sem termo certo à minha base, agora vão ter que ver todas as minhas imperfeições de pele! Nada de base, nada de pó compacto, nada de anti-olheiras, nada de rimel, nada de nada!

Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2009

Lie to me!



Minto. Minto como nunca menti, como nunca precisei de mentir. Minto, não sei se bem, espero que não. Sigo o meu caminho, cada vez mais sozinha, cada vez mais vazia. Luto pelo que desejo e faço tudo para chegar aonde quero. As adversidades surgem, choro e sofro, mas não paro de lutar. Sou forte, e digo-o bem alto para que todos oiçam e saibam que não vou desistir. Acelero contra o que um dia recusei e prescindi. Continuo a prescindir, não quero voltar à velha vida, quero a nova e o que hoje sou, com tudo de bom e de mau. Para trás deixo a tristeza de mais uma tentativa falhada, deixo o amor que me prometeram e que de verdade tinha o sexo. Hoje desejo tudo de novo, hoje tento mais uma vez, por que enquanto sorrir vou achar sempre que mereço ser feliz. Quando chorar farei tudo para sorrir.

Aos que mentem, como eu, um brinde com o meu melhor sorriso!

Domingo, 15 de Fevereiro de 2009

Apenas por mim

Cansei-me. Cansei-me de chorar e consequentemente estar triste. Cansei-me de não escrever para fingir que nada se passa. Cansei-me de mim e cortei parte do que me ligava ao passado. Olho-me ao espelho e volto a ver a minha essência, um pouco distorcida, verdade incontestável, mas lá bem no fundo está presente. Cansei-me de correr em busca do impossível e do pouco provável. Cansei-me de descobertas e das pessoas que nada de novo trazem à minha vida. Cansei-me.

Amanhã começa um novo ciclo, e o que na verdade me faz feliz. Amanhã não serei a mesma. Não sou a outra, nem a tal. Sou eu e o meu mundo. Amanhã não sairei de casa infeliz nem malograda. Amanhã não vou sorrir porque sim ou por nada, apenas por mim.

O perdão é dado silenciosamente, porque no fundo compreendo que quando não se sente respectivamente o que o outro diz sentir, não há nada a fazer. O tempo não faz amar, desejar ou querer bem. O tempo apenas confirma o que sentimos e esclarece porque o sentimos.

Amanhã vou acordar e sorrir. A minha pele e o meu olhar, nada mostrarão para além da essência que sou. Amanhã não justifico nem explico. Amanhã serei eu, muito mais que ontem e hoje, muito menos que depois de amanhã.

Apenas por mim.

Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2009

Acabou a luta!



Voltaste. Chegaste e abalas-te, mais uma vez. De repente aquele brilho enche-me o olhar e a alma.
Pela primeira vez digo-te redondamente que não. Pela primeira vez, assumo o que sinto, mesmo sabendo que isso faz de mim uma preza fácil, pela primeira vez passo por cima dos meus sentimentos e refuto as tuas declaradas investidas. Sei que esta posição vai durar muito pouco tempo, que cada segundo que passa ainda te desejo mais e que vais voltar a deixar marcas na minha vida que vou levar um tempo indeterminado para cicatrizar.
Queria acreditar que o sentimento é recíproco, tal como sempre afirmaste, apesar de as tuas acções dizerem o oposto. Queria acreditar que desde que me viste a primeira vez o sentimento mantém-se. Não acredito. Fico feliz ao ouvir tais palavras, mas não acredito. Encaro-o como umas palavras de conforto, aquelas palavras que se dizem depois de se reflectir sobre umas palavras duras, anteriormente ditas.
Depois de meses sem escrever uma única linha, ontem, hoje e amanhã sei que vou ter vontade de escrever. E quando te voltar a ver ainda terei mais para escrever. Sei que nada será como desejava e queria, sei que vais voltar e vais partir, sei que o que sinto, não voltarei a sentir, que jamais vou ser feliz como nunca fui. Mas sei que quando a saudade for mais forte e enquanto a memória não falhar, escreverei sem parar, sobre aquela noite, sobre aqueles dias, sobre cada palavra, sobre cada beijo, sobre cada aperto de afecto ou sobre tudo o que senti.
É inútil fingir que me é indiferente, que não queria que voltasses, ou sentisses a minha falta, é inútil. Fingi, menti e talvez voltasse a mentir, porque me entreguei à luta. Estupidamente pensei que assim seria mais fácil, pensei que sobre o fracasso de uma festa poderia dar outra festa sem que ninguém percebesse que afinal havia um fracasso. Sem cessar tentei dar tudo de mim, para que as marcas fossem disfarçadas com o amor alheio. Foi inútil. O sentimento de frustração arrastou-se e toda a verdade veio ao de cimo. Os pensamentos continuaram a pairar sobre o mesmo, os desejos mantiveram-se e o sentimento é manifestamente evidente.
Acabou a luta.