segunda-feira, 30 de Junho de 2008

Assim não dá!



"...a vida até pode ser uma merda, mas há que aproveitar as pequenas coisas e tentar ser feliz com elas..." M


Eu não acho que a vida seja uma merda, mas lá que ela não tem sido muito boa para mim, lá isso não tem...
Eu juro que me tenho esforçado, por dar um pontapé daqueles fortes e com sapatos de bico em todos os problemas, mas torna-se realmente difícil quando a toda a hora, há qualquer coisa que parece querer puxar as recordações e sensações. Assim não dá!

A ti, que mal ou bem, estás lá. A ouvir o que te doi, a ouvir o que não queres, a ouvir o que nunca desejaste ouvir...a aturar o que ninguém atura...

sábado, 28 de Junho de 2008

Goodbye



Pé ante pé, passo a passo, dia após dia. Assim é o meu caminho. Sem pressas ou empurrões.
A ansiedade deu lugar à esperança, mas não de milagres, arrependimentos ou finais felizes, simplesmente à esperança que o dia de amanhã seja mais feliz que o de hoje e que as lágrimas de outrora sejam os meus sorrisos de amanhã.
Tirei a tiara, as luvas e o vestido, que ontem faziam de mim uma princesa. Guardei toda a indumentária na caixa das boas recordações e prometi a mim mesma que só daqui a muito tempo a voltaria a abrir…
Subitamente sinto a dor que estava adormecida. As lágrimas parecem querer expressar-se e o coração pede para deixar de bater. Recuso. Sou mais forte, apesar de cristal. Ao pensamento vêm sucessivas perguntas a que me recuso reflectir ou responder. A fase da negação. É só mais uma, que será ultrapassada.


Das duas uma, ou a minha sorte me reserva sempre o pior, ou no fim de todas as fases estarei mais forte que uma armadura…

terça-feira, 24 de Junho de 2008

Palavras


“São as palavras que ficam por dizer que mais nos pesam, prisioneiras no nosso descontentamento, aos gritos dentro da nossa cabeça. Preciso de as libertar, preciso de lavar a alma e limpar o coração, mesmo que isso signifique pôr uma pedra em cima daquilo que mais amo e desejo. E para me ver livre delas, revelo-me nestas folhas sem pudor, porque já não tenho nada a perder”

Margarida Rebelo Pinto
Diário da Tua Ausência

Nunca tão poucas palavras tiveram tanto significado.

domingo, 22 de Junho de 2008

E agora?


É garantidamente a pergunta que mais me faço. Chorei noites inteiras por me sentir um animal na civilização. Bati o pé, bati com a cabeça, dei cambalhotas e voltas de 180 graus. Habituei-me ao impossível de habituar. Fiz disparates e dei grandes gargalhadas a chorar. Tornei-me feliz onde nunca poderia ser feliz. Ganhei grandes amigos quando pensei que tal não seria possível por todos e mais alguns motivos. Vivi grandes noites de gozo, magia e amizade. Seduzi algumas e noutras fui seduzida. Levei alguns chutos e dei outros tantos.
Tentei ser melhor, dar tudo de mim quando já nada tinha para dar. Consegui dar e recebi. Mostrei o meu melhor e o pior, talvez tenha sido aceite ou talvez tenham desistido, de me mostrar que sou um verme fútil e banal.
Depois de tudo isto, põe-me o bolo à frente e julgo não ser capaz de resistir. Mesmo com medo, mesmo desiludida com quase tudo, mesmo ainda chorando muito e sentindo-me um verme fútil e banal, eu quero o bolo. Temo a perda, a solidão e até a desilusão alheia, se existir. Mas no fundo sinto-me como uma planta que não foi bem plantada, ora murcha, ora tenta-se agarrar à terra quando lhe dão um pouco de água.
Desculpem-me os que possivelmente desiludirei, os que de algum modo irritei, os que magoei ou não dei a importância devida. Mas o bichinho está cá dentro, não morreu, ninguém o matou e não se suicidou, por isso continuo em busca de qualquer coisa…

segunda-feira, 16 de Junho de 2008

Fragrância Veraneante


O desequilíbrio paira por estes ares. Num dia choro compulsivamente sem conseguir parar, no outro faço confissões inconfessáveis. De repente a vontade aponta apenas para uma palavra: liberdade. De repente, tudo o que quero é a efervescência da adrenalina e o sabor a vida. Não quero banalidades nem vulgaridades, e muito menos promiscuidades.
Não procuro nada, nem fujo de nada, vou seguindo o meu caminho com a esperança de encontrar alguma surpresa pelo caminho.
No ar sinto uma fragrância de verão, de noites quentes, de peles bronzeadas e da magia da sedução… Procuro o novo, o nunca procurado ou sequer lembrado. As reflexões não culminam em conclusões equilibradas ou ponderadas, mas sim em dúvidas. Pergunto-me pelas minhas vontades, pelos sonhos e até pelo meu intocável orgulho… que foi feito dele? Que foi feito do meu defeito que tantas vezes me protegeu e defendeu? Também ele andará com dúvidas, certamente…

sábado, 14 de Junho de 2008

Sedes...

Quando te julgas mais forte. Quanto sentes que tudo te é indiferente, incluindo a dor, recebes notícias. Percebes que afinal há sempre um vestígio de esperança. Afinal ainda sentes, e o frio não se apoderou totalmente de ti.
Procuras um refúgio, um escape, o sítio onde tudo é perfeito, e cada lágrima é um sorriso. Talvez esse sítio não exista, ou as lágrimas sejam mais fortes que os sorrisos que poderiam ser exacerbados. Por um segundo, fechas os olhos e deixas-te ir. Sentes o calor, dos lábios, do corpo, da força… mesmo assim não chega. A insatisfação continua. Sei o porquê, mas não lhe quero dar importância.
O sol reflecte-se na água, a brisa é calma mas mesmo assim revoltada. A paisagem é perfeita, o abraço também, mas ainda há lágrimas. Nada parece verdadeiramente forte capaz de acabar com elas.
Duraram até à noite, e nem o calor nocturno foi capaz de as secar. Só o cansaço conseguiu travá-las, e o medo. O medo das marcas. Observo-me, e a vermelhidão de cada lágrima estava espelhada no meu rosto. Ainda assim surgem mais lágrimas e uma efervescente sede de vingança. A esta altura o silêncio impera. Surge a conversa. Dura, cruel e afiada como uma faca acabada de comprar. No fim apenas te sentes mais leve. No fim, não quero vingança, quero apenas dormir.

A minha caixa...


A pedido de alguns, surge a minha caixa Pandora…

Não sou nova por estas andanças, mas por vários motivos decidi acabar com o blogue. Contudo, em consequência de milhentas mudanças na minha vida, aqui estou de novo.

A escrita é algo que amo, é algo de me alivia e me denuncia à dor.

Aos que amo…e que um dia amei...