segunda-feira, 29 de Setembro de 2008

Gostos Estranhos!



Tenho que partilhar a minha última inquietação.
Nos últimos tempos, contrariamente aos meus gostos e princípios de higiene, tenho vindo a desenvolver um certo interesse por pessoas que atravessam a minha vida, e que têm a particularidade de terem uma barba. Ora, isto é muito para lá do estranho em mim. Pois eu era menina para perguntar aos meus colegas de faculdade se andavam de relações cortadas com a barba. E agora dou por mim a 'galar' - perdoem-me o termo, mas não há outra palavra que defina melhor a minha observância perante tais indivíduos - meninos que têm muito para além de uma barba de 2 dias. Até fico parva comigo mesma!

Mais: o meu pai, quando começou a namorar com a minha mãe, tinha uma sra. barba, dum daqueles pacotes, que incluía cabelos compridos - a chamada 'guedelha' - bem ao estilo dos Beatles. E a minha mãe ainda hoje recorda aqueles belos tempos, sempre com a ideia na 'guedelha' do meu pai, completamente fascinada. Claro está, que até agora sob a minha total desaprovação e desdenho.
Não percebo o que se passa comigo! O que têm aqueles rapazes, só porque têm barba?! Ainda não sei, mas garanto que com o interesse que por eles ando a desenvolver, faço questão de ir fazer um estudo de caso. Ou melhor, dois, ou três, ou quatro, para a minha amostra ser mais abrangida! lol

terça-feira, 23 de Setembro de 2008

Fundo

Há dias que me pergunto o que vêm as pessoas quando olham para mim. Outros, acho que nem sequer olham. Nem vale a pena por a hipótese de me sentirem.
Olho à minha volta e volto a não ver nada, nem sentir. Sinto-me confusa e repleta de receios. A pessoa que me assegura que estou linda não existe, é uma personagem puramente fictícia. Não são as palavras que nos dizem que nos tornam mais fortes, mas sim o que essas nos fazem sentir. De repente já não estou só. O diálogo surge. Os risos aparecem entre as nuvens, mas nada toca lá no fundo. Talvez esse fundo já nem exista, de tão só. Talvez se tenha cansado de esperar, e tenha partido.


segunda-feira, 22 de Setembro de 2008

Chegou o dia...

Acabaram-se as férias. As tardes no shopping ou na praia. As noites à beira-mar ou no meio da cidade, na discoteca mais badalada. Acabou.
Os amores de verão já partiram, e os que poderiam ter-se tornado, eu não permiti. Sem dar conta chegou o tal dia. Sem perceber ou ter conhecimento, hoje começaram as aulas, e eu não sabia. Amanhã será oficialmente o meu primeiro dia de aulas na nova faculdade, na minha cidade sempre. Não sei se tenho medo, receio ou uma enorme ansiedade por entrar pelo mundo novo que escolhi para mim.
Há umas semanas atrás poucas eram as certezas e muitos os planos. Mais uma vez, sem dar conta, já tenho vários objectivos a que me propus, concluídos. Passei no tal exame dos sinais de trânsito, transferi-me para a nova faculdade e arranjei um part-time. Talvez seja pouca coisa, mas para uma pessoa que pouco gosta de andar sem saber que rumo tomar, são factos que cooperam com o meu equilíbrio enquanto pessoa. Poderia concluir que sou capaz de tudo o que realmente me propuser, mas não. Poderia pensar que basta acreditar com muita força no que quero, para isso se transformar em realidade, mas não.
Queria esquecer a tal pessoa. Aquela que me usou quando lhe deu na vontade, e quando esta se esgotou, voltou a partir. Queria tirar de vez da minha vida, a outra tal pessoa que me faz tanta falta, e que acabo sempre por correr atrás. Queria ter certeza que as minhas decisões foram acertadas. Queria a outra tal pessoa que dizem ser a minha cara, mas pela qual não tenho coragem de lutar ou tão pouco correr atrás. Queria ainda a outra tal pessoa, cuja fragrância me lembra a primeira, mas que subiria a minha auto-estima em flexa, uma simples vaidade, luxúria e avareza. Queria, porque ainda não sei se quero tudo o que disse querer, e porque julgo andar a curtir a minha miss-solidão, mas no fundo procuro sem cessar o que me atenuará a frustração, agora constante.

domingo, 14 de Setembro de 2008

Happy birthday to me!

Mais um ano. Os meus dezoito anos tomam termo esta noite. Há um ano atrás a minha vida estava tão diferente. Havia um namorado, uma vida estável e infeliz. A faculdade era a minha maior ambição. A ingenuidade e a luta por um sonho tomaram conta de mim, e levaram-me a decisões, hoje impensáveis.
Mudei de cidade, de amigos, de ares. Chorei como nunca antes, sofri a ausência e a perda dos que amava. Tentei habituar-me a adaptar-me ao que me rodeava. Optei quase sempre pelo silêncio e pela neutralidade, sob pena da incompreensão. Hoje, não voltaria a aceitar com a mesma passividade toda aquela pequenez e ignorância. Hoje, voltei a ser eu. Voltei à minha antiga vida bem singular e irrequieta, aos meus sítios e às pessoas que me aguçam a ambição.
Sinto que muito mais que um ano se passou. Foram tantas as coisas, as pessoas, os momentos, as fragrâncias, que quero ainda mais neste novo ano.
Mudei de faculdade. Finalmente estou onde quero, finalmente acho que estou no meu mundo e onde mais feliz sou. Finalmente estou perto das minhas futilidades que me fazem sentir bem. As gargalhadas são puras e já não escondem lágrimas, apenas algumas frustrações, próprias da idade. As noites são intensas e com personagens à altura do ‘Sexo e a Cidade’. Talvez eu, não esteja a altura, mas com esforço hei de lá chegar. Hoje será mais um dia. O do meu aniversário, por sinal. Ao contrário dos outros anos, não tenho planos. Quero apenas ir dançar naquele sítio que me enche a alma, e até, quem sabe, o coração. Esqueci as promessas e apenas acredito na realidade. Apenas guardo alguns desejos. Como o de voltar a ver aquela tal personagem que me deixa com aquele sorriso. Quanto aos outros que um dia me fizeram sentir importantes, talvez fiquem na gaveta das recordações, no cantinho da irrealidade ou da fase menos boa, ainda não sei.
A falsidade dos que me deixaram, também partiu com eles. Hoje são meros itens do meu curriculum, que um dia ainda tenho a certeza de retribuir com uma grande gargalhada, cara à cara. Um dia ainda serão elas os meus brinquedos, e eu a criança que os escolhe. Por acaso, tenho um desejo estranho: queria receber um brinquedo, o meu preferido em criança, uma Barbie! Talvez ninguém perceba este meu desejo, talvez ninguém me ofereça uma Barbie – óbvio que não – fica o desejo.

Parabéns a mim! Fazer dezanove anos não é nada fácil!

quarta-feira, 10 de Setembro de 2008

As coisas que eu sei

Peça a peça, tudo se começa a arrumar, apesar de ainda existir muito por arrumar. São tempos de arrumações, umas mais acessíveis que outras.Resolvi dar a tal volta de 360º, e voltar à casa de partida. Não vou trazer nada comigo, apenas as tais ditas recordações. Servirão elas para alguma coisa? O tempo o dirá. Os amigos serão para a vida? O tempo o dirá. Aprendi alguma coisa com a experiência? O tempo o dirá. O tempo é quem comanda a vida, e permite que os sonhos sejam finalmente alcançados.A vida vai andando ao sabor do vento e adaptando-se às circunstâncias. As noites sucedem-se tal como os dias, embora não tão intensos. O pensamento agora está longe, mas sem ninguém de sobressalto.
Coisas que eu sei - Danni Carlos


sexta-feira, 5 de Setembro de 2008

Força maior

Hoje dei mais um passo em direcção ao meu objectivo: transferir-me para uma faculdade em Lisboa. Mal peguei nos papéis vindos da mão do carteiro, o meu sorriso explodiu. E nem o facto de a campaínha ter tocado precisamente enquanto estava a tomar banho, e consequentemente, ter ido em roupão (cor-de-rosa, claro, não é um roupão qualquer) e de toalha na cabeça, me inibiu de exibir toda a minha felicidade por ter recebido o que precisava para pedir a transferência. A esta hora tudo o resto ficou para último plano, nada me fazia atenuar a minha alegria ou tão pouco me vinha à lembrança.
Lá segui caminho com o meu pai, qual menina que se ia inscrever na escola pela primeira vez. Tarefas burocráticas concluídas, lá voltamos nós para casa.
No seguimento de mais uma travagem, no trânsito da minha cidade maravilhosa, lá vem ao pensamento aquela sensação de perda, de solidão e frustração. Desta vez não me deixo ir embalada pela perda ou por qualquer sentimento. O meu amor-próprio é mais forte. Os meus sonhos mais importantes.
Sinto que posso perder qualquer coisa. Qualquer pessoa pode tentar fazer o que quiser contra mim, hoje, nem precisaria de lutar com mais nada, a força do meu sorriso desarma qualquer um.

Hoje ainda, tenho uma sensação estranha. Sinto uma força maior dentro de mim. Sinto que está alguém comigo. Alguém que me faz sentir bem, feliz e amada. Um ser que me compreende e me apoia incondicionalmente. Sensação estranha e reconfortante.

quinta-feira, 4 de Setembro de 2008

Like You'll Never See Me Again



Há um dia nas nossas vidas que percebemos que há coisas que nunca vamos mudar. Podemos tentar, mas todas as tentativas estão destinadas ao fracasso.
Busquei todo o meu melhor, todo o meu amor, mesmo sabendo que iria existir a última vez. Podia até explicar como é a ultima vez entre duas pessoas, mas escasseia o vocabulário e o poder de concentração. Podia chorar e dizer que mais uma vez fui magoada, mas não. As lágrimas agora são bem mais fortes e o ego não me permite o desespero.
Agora sou um diamante ainda mais forte, ainda mais brilhante…Agora as minhas asas voam ainda mais alto, e não há quem me possa prender. Nem tu, nem todos aqueles que ousaram ferir as minhas garras. Estas, estão agora ainda mais afiadas, ainda mais brilhantes, ainda mais fortes.
No fim, a minha melhor gargalhada aos que um dia me feriram. Hoje, o meu sorriso é ainda mais feliz, bem mais forte e inabalável. Obrigado.

segunda-feira, 1 de Setembro de 2008

Adeus!


Assim terminou mais um capítulo da minha vida. Sempre soube que o que andava a viver tinha data de validade e uma hora determinada para acabar. Mesmo assim quis tudo. Não me arrependo ou choro por cada pedaço que dei de mim. Tudo o que desejei e desesperei meses a fio, tive. Não sei se por desejar tanto, ou por mero acaso.
Faltam poucos dias para a tua partida, e talvez para a minha também. Não te peço para ficares ou para me lembrares. Não te peço nada. Não te exijo nada. Vais, e vais voltar. Se voltarás para mim, só o destino, se existir já escrito, saberá. Mesmo que voltes para junto de mim, nunca voltarás realmente, porque nunca me pertenceste. Fecho os olhos e pergunto-me porque mesmo sabendo que não és meu, que eu sou tua, que não me amas e eu te amo, que daqui por dias não estarás ao meu alcance, que apenas em sonhos te irei ver, dou o meu corpo ao teu. Dou, dei, e voltaria a dar, mesmo sabendo que não sou retribuída. Porquê? No fundo tenho a resposta, mas vou fazer de conta que não entendo…Vou tentar voltar à minha vida. Espera-se por dias melhores, que virão certamente.


Sem dar conta ou ter plena consciência, mais um adeus. Adeus à cidade cinzenta, fechada e sem glamour. Adeus às pessoas que sem perguntas ou justificações me amaram e fizeram de mim uma pessoa melhor. Adeus à liberdade desmedida e às noites sem horas marcadas. Adeus aqueles que nunca me conheceram ou tão pouco me suportaram. Adeus. Porque a vida é assim. Mesmo amando muito e muitos, às vezes temos que partir. Mesmo sentindo as lágrimas inobservadas a cair, mesmo sabendo que a despedida vai ser mais dolorosa que qualquer partida sem regresso, vou ter que partir.
Poderia evitar os clichés. Mostrar o projecto de mulher que há em mim e fazer-me de forte, mas não. Será difícil a partida, mesmo sem nunca lá pertencer. Vou chorar e sentir-me vazia porque não vou trazer nada comigo. As pessoas vão lá ficar, os sítios onde dei gargalhadas e chorei manter-se-ão intactos e nada palpável virá comigo…

Apenas os que amo serão sempre meus, eternamente, e sem data de validade…