quinta-feira, 29 de Janeiro de 2009

Acabou a luta!



Voltaste. Chegaste e abalas-te, mais uma vez. De repente aquele brilho enche-me o olhar e a alma.
Pela primeira vez digo-te redondamente que não. Pela primeira vez, assumo o que sinto, mesmo sabendo que isso faz de mim uma preza fácil, pela primeira vez passo por cima dos meus sentimentos e refuto as tuas declaradas investidas. Sei que esta posição vai durar muito pouco tempo, que cada segundo que passa ainda te desejo mais e que vais voltar a deixar marcas na minha vida que vou levar um tempo indeterminado para cicatrizar.
Queria acreditar que o sentimento é recíproco, tal como sempre afirmaste, apesar de as tuas acções dizerem o oposto. Queria acreditar que desde que me viste a primeira vez o sentimento mantém-se. Não acredito. Fico feliz ao ouvir tais palavras, mas não acredito. Encaro-o como umas palavras de conforto, aquelas palavras que se dizem depois de se reflectir sobre umas palavras duras, anteriormente ditas.
Depois de meses sem escrever uma única linha, ontem, hoje e amanhã sei que vou ter vontade de escrever. E quando te voltar a ver ainda terei mais para escrever. Sei que nada será como desejava e queria, sei que vais voltar e vais partir, sei que o que sinto, não voltarei a sentir, que jamais vou ser feliz como nunca fui. Mas sei que quando a saudade for mais forte e enquanto a memória não falhar, escreverei sem parar, sobre aquela noite, sobre aqueles dias, sobre cada palavra, sobre cada beijo, sobre cada aperto de afecto ou sobre tudo o que senti.
É inútil fingir que me é indiferente, que não queria que voltasses, ou sentisses a minha falta, é inútil. Fingi, menti e talvez voltasse a mentir, porque me entreguei à luta. Estupidamente pensei que assim seria mais fácil, pensei que sobre o fracasso de uma festa poderia dar outra festa sem que ninguém percebesse que afinal havia um fracasso. Sem cessar tentei dar tudo de mim, para que as marcas fossem disfarçadas com o amor alheio. Foi inútil. O sentimento de frustração arrastou-se e toda a verdade veio ao de cimo. Os pensamentos continuaram a pairar sobre o mesmo, os desejos mantiveram-se e o sentimento é manifestamente evidente.
Acabou a luta.

1 comentários:

Kai disse...

Aquilo que eu disse no outro dia sobre o tempo ajudar, parece que afinal e verdade: a prova disso é teres, pela primeira vez, teres-te posto no lugar da presa fácil mas com consciência disso, sem te deixares levar. Eu dou-te s parabéns por isso, porque não é fácil colocarmo-nos nessa posição e resistir.

Fica bem ;)