terça-feira, 27 de Janeiro de 2009

Não voltes!

Não voltes. Não regresses à vida que é minha, mas na qual tu ocupas um lugar. Não venhas com aquele teu jeito.

Perdida no meio de tantas mentiras a escolha por um caminho é demasiado difícil. A vontade de te voltar a ver demasiado evidente. Depois de mais meses e meses seguidos sem qualquer notícia tua, tu decides dizer um ‘Olá!’ e fazer-me crer que ainda te lembras do meu nome. Queria acreditar. Queria que finalmente voltasses para ficar. Queria que gostasses realmente de mim, e que quando para mim olhasses visses o mesmo que eu: aquela pessoa! Entreguei-me à luta de corpo e alma, em busca do esquecimento, em busca de que nem nas minhas entranhas tu estivesses presente. Os beijos surgiram, mataram a dor do momento, mas não mataram a sede da verdade de índole, nunca mais foram ou se tornaram os mesmos.

Entre mergulhar nas perguntas em busca da verdade e ficar na iminência da mentira, fico pelas hipóteses. Talvez assim seja melhor. Tu dizes que voltaste, e eu digo que ainda bem que voltaste, e bem. Talvez assim eu saiba apenas o mínimo e consiga seguir de vez em frente, sem o teu fantasma, sem a tua presença no meu pensamento, sem aquele desejo que momentaneamente arde em mim.

Pergunto-me porquê. Porque é que o teu nome não entra de vez para aquele baú, onde constam outros nomes, de que alegremente falo e consigo brincar com as peripécias vividas. Porque é que não vais e ficas por onde andas meses sem dar sinal? Quero muito deixar para trás toda aquela angústia, toda aquela ansiedade que me matava dia após dia sem piedade dos meus sentimentos. Quero muito e quero-te tanto sem querer.

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