
Minto. Minto como nunca menti, como nunca precisei de mentir. Minto, não sei se bem, espero que não. Sigo o meu caminho, cada vez mais sozinha, cada vez mais vazia. Luto pelo que desejo e faço tudo para chegar aonde quero. As adversidades surgem, choro e sofro, mas não paro de lutar. Sou forte, e digo-o bem alto para que todos oiçam e saibam que não vou desistir. Acelero contra o que um dia recusei e prescindi. Continuo a prescindir, não quero voltar à velha vida, quero a nova e o que hoje sou, com tudo de bom e de mau. Para trás deixo a tristeza de mais uma tentativa falhada, deixo o amor que me prometeram e que de verdade tinha o sexo. Hoje desejo tudo de novo, hoje tento mais uma vez, por que enquanto sorrir vou achar sempre que mereço ser feliz. Quando chorar farei tudo para sorrir.
Aos que mentem, como eu, um brinde com o meu melhor sorriso!
Aos que mentem, como eu, um brinde com o meu melhor sorriso!
1 comentários:
Acho que há sempre aquelas altura em que mentinos a nós próprios: quando estamos cansados e assustados. Mas o pior é o tempo em que dura a mentira. Sempre se disse "é feio mentir". Mas devia-se dizer "é feio mentir aos outros e a nós." Se mentirmos a nós só nos vamos enterrar cada vez mais, e aumentar o inevitável. O importante é sim, continuar a sorrir enquanto caminhamos, mas não mentir porque senão é como as passadeiras dos ginásios: corremos, mas sempre no mesmo sítio.
Bju
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