sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2009

Lie to me!



Minto. Minto como nunca menti, como nunca precisei de mentir. Minto, não sei se bem, espero que não. Sigo o meu caminho, cada vez mais sozinha, cada vez mais vazia. Luto pelo que desejo e faço tudo para chegar aonde quero. As adversidades surgem, choro e sofro, mas não paro de lutar. Sou forte, e digo-o bem alto para que todos oiçam e saibam que não vou desistir. Acelero contra o que um dia recusei e prescindi. Continuo a prescindir, não quero voltar à velha vida, quero a nova e o que hoje sou, com tudo de bom e de mau. Para trás deixo a tristeza de mais uma tentativa falhada, deixo o amor que me prometeram e que de verdade tinha o sexo. Hoje desejo tudo de novo, hoje tento mais uma vez, por que enquanto sorrir vou achar sempre que mereço ser feliz. Quando chorar farei tudo para sorrir.

Aos que mentem, como eu, um brinde com o meu melhor sorriso!

domingo, 15 de Fevereiro de 2009

Apenas por mim

Cansei-me. Cansei-me de chorar e consequentemente estar triste. Cansei-me de não escrever para fingir que nada se passa. Cansei-me de mim e cortei parte do que me ligava ao passado. Olho-me ao espelho e volto a ver a minha essência, um pouco distorcida, verdade incontestável, mas lá bem no fundo está presente. Cansei-me de correr em busca do impossível e do pouco provável. Cansei-me de descobertas e das pessoas que nada de novo trazem à minha vida. Cansei-me.

Amanhã começa um novo ciclo, e o que na verdade me faz feliz. Amanhã não serei a mesma. Não sou a outra, nem a tal. Sou eu e o meu mundo. Amanhã não sairei de casa infeliz nem malograda. Amanhã não vou sorrir porque sim ou por nada, apenas por mim.

O perdão é dado silenciosamente, porque no fundo compreendo que quando não se sente respectivamente o que o outro diz sentir, não há nada a fazer. O tempo não faz amar, desejar ou querer bem. O tempo apenas confirma o que sentimos e esclarece porque o sentimos.

Amanhã vou acordar e sorrir. A minha pele e o meu olhar, nada mostrarão para além da essência que sou. Amanhã não justifico nem explico. Amanhã serei eu, muito mais que ontem e hoje, muito menos que depois de amanhã.

Apenas por mim.