Hoje mudei a minha tipologia de escrita.Mais um fim-de-semana. Mais um Domingo daqueles que odeio. Sempre odiei os Domingos, deve ser porque me dá aquela tristeza por mais um fim-de-semana ter acabado, e no outro dia começar tudo outra vez: levantar cedo, tomar banho, escolher o que vestir, tomar o pequeno-almoço, lavar os dentes e sair de casa em direcção à paragem. Hoje não fiz absolutamente nada. Acordei, tomei o pequeno-almoço, vi televisão, passeei de página em página na internet, mais tarde almocei, e isto tudo sem nunca estar mais de 15 minutos fora da cama, porque tive que ir buscar comida. Há falta de filmes que me suscitassem interesse, à tarde acabei por adormecer, só acordei quando os meus pais chegaram, eram 19 horas.
Não foi o cansaço das noitadas que me fez proporcionar-me um dia destes, não foi qualquer problema que me esteja a afectar que me fez passar a tarde a dormir, ou talvez seja um problema e eu não o veja como tal. Simplesmente tenho a alma cansada…
Tenho saudades de tanta coisa e de tantas pessoas que poderia escrever-lhes um livro em sua honra. Explicando o que nelas me fascina e o que não compreendo, mas deixei de querer passar para o papel, e assim registar para sempre, o que me vai na alma, até porque o que me vai na alma é o vazio. As saudades e a nostalgia, do que passou e não voltará, sentem-se. Na pele, no olfacto, no olhar e naquele órgão que daria tudo para que fosse uma pedra.
Amanhã é segunda-feira. Aulas, colegas de faculdade e tudo o que é inerente a uma aluna universitária. O resto apagou-se por tempo incerto.
